Moita Metal Fest 2016 – Hemorragias de cerveja

 

Malta, passou-se mais um Moita Metal Fest. Este foi o primeiro ano em que fui e conto voltar nos próximos anos. Infelizmente não consegui ir na sexta-feira pois estava adoentado, mas no sábado… lá estava eu, de cerveja na mão e…

No sábado duas bandas dominaram o palco sobre todas as outras, pelo menos no que ao meu gosto diz respeito.

Primeiro os Haemorrhage e depois, … com Parkisons pelo meio (qual foi a ideia? até gosto do estilo musical dos Parkisons, mas pessoalmente não gosto muito da banda, apesar de já os ter visto para aí umas 5 vezes… são muito show e pouca qualidade…) e por fim Tankard.

 

Haemorrhage:

Os Haemorrhage começaram como Devourment, em 1990, como um trio: Luisma na guitarra, Emilio na bateria e Jose no baixo e vocais, mas Emilio em 1991 saiu da banda e esta tornou-se um duo, como Luisma na guitarra e vocais e José na bateria e vocais, adoptando já o nome de Haemorrhage. Com esta formação lançaram a primeira demo, Grotesque Embryopathology. Em 1993 entraram os membros Lugubrious e Ramon como vocalista e baixista. Em 1995 a banda gravou outra demo e conseguiram um contrato com a Morbid Records, altura em que entrou na banda Ana, como guitarrista. No ano seguinte saiu Jose e entrou Rojas. Com esta formação a banda gravou  cinco albuns com a Morbid Records e finalmente acabaram por assinar com a Relalpse e gravaram o grande album “Hospital Carnage”.

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A artwork da banda é feita por Luisma, em que se destaca a “mascote” da banda, o Dr. Obnoxious, o temível médico, que até tem facebook:

 

No Moita Metal Fest:

 

 

 

 

 

 

 

Foi um grande concerto, destaque para a grande guitarrista Ana, que mostrou que as mulheres e o metal combinam na perfeição, com uma classe em palco ímpar é sem dúvida uma das melhores guitarristas que já vi, com uma técnica impressionante r um estilo muito próprio, pelo que merecia também ela figurar num capítulo do “Mulheres do Metal/Hard Rock”.

 

 

 

 

Tankard:

Já falei de Tankard aqui no nosso tasco, ficam aqui alguns vídeos da actuação no Moita Metal Fest. Deramum grande concerto, mas abusaram na atitude bélica para com os fans masculinos que subiam ao palco para fazer stage diving, constantemente empurrados pelo vocalista que pareceu sempre incomodado com o facto. Mas quando eram mulheres a subir ao palco abraçava-as e roçava-se por elas. Eu até compreendo :), que o metal celebre as mulheres e a cerveja, mas não era preciso tanto belicismo para com os homens e tanto “roço” nas nossas metaleiras. Para quem estava a ver o concerto parecia que a banda não apreciava os seus fans homens dado que o vocalista e um dos roadies fartaram-se de empurrar os homens para fora do palco com caras de poucos amigos e como se o stage diving fosse um crime lesa pátria que só as mulheres podiam fazer, desde que abraçassem primeiro o vocalista.  Adoro a banda mas sinceramente fiquei muito desiludido com o vocalista.

Curioso , que no concerto de Haemorrhage a malta fartou-se de subir ao palco e fazer stage diving e nunca foram importunados. Houve até um gajo que roubou um dos microfones em pleno concerto, o microfone do baixista,  e foi alguém da organização buscar o microfone ao publico e colocá-lo no seu devido lugar, e pediu desculpa ao baixista em pleno concerto. Este, sem parar de tocar disse e gesticulou que não tinha qualquer importância, que estava tudo bem, que não se tinha importado, e até disse (foi o que deu para perceber pelos gestos) que se alguém roubasse outra vez o microfone que por ele estava tudo bem. Pelos gestos que fez pareceu-me que transmitia a ideia que os fans é que são a razão do concerto, pelo que não havia problema… mostrando uma atitude descontraída e metaleira, ao contrário do vocalista dos Tankard, que muito me desiludiu. Destaco que o guitarrista de Tankard, constantemente importunado por fans que subiam ao palco mostrou uma atitude completamente diferente do vocalista, interagindo com os fans com fair play.

Mas a banda Tankard no seu todo não desiludiu e deram um grande concerto.

Por falar em Tankard, eu já bebia uma cerveja.

 

 

 

 

 

 

 

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One thought on “Moita Metal Fest 2016 – Hemorragias de cerveja

  1. Haemorraghe é grande som e a Miss é um “primor” de moçoila e de “instrumentista!” 😛 🙂 eheheheh
    Tankard oiço mas nunca foi a minha onda, ou seja eu gosto de trash mas é uma banda que nunca me conseguiu captar a atenção, e é triste um vocalista com tantos anos disto ainda se chatear com o pessoal subir ao palco… enfim, só lhe fica mal… mas tirando isso também deve ter sido um bom dia/noite de concertos 😉
    VIVA O METAL em Portugal..
    Abraços

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